sexta-feira, 25 de dezembro de 2015

Kids...


Um dia, sentados no banco de uma estação de trem qualquer, levantamos os olhos e vemos um grande e familiar guarda-chuva amarelo, cuja dona tem seu rosto, ainda, escondido por trás da estrutura do objeto e pelo tempo, embaçado pela chuva torrencial que cai. Uma velhinha, sentada do nosso lado, nos cutuca e nos incita a conhecer sua dona, e, a partir dali, nossas vidas podem mudar completamente.


Essa cena, emblemática para muitos daqueles que passarão a ler esse blog, é o ponto de partida para sua criação. O guarda-chuva amarelo, essa metáfora do novo, do desconhecido, do maravilhoso que podemos descobrir cotidianamente, me pareceu a melhor forma de expressar meu desejo ao retornar a esse universo: o de fazer dele meu lugar de memória, meu relicário, um fiel depositário das descobertas diárias, das músicas escutadas, dos filmes e das séries assistidas, das opiniões sobre o mundo, a vida e as artes em geral.

Sem uma regularidade muito clara, o Guarda-Chuva Amarelo será um espaço não só do meu, mas de muitos outros corpos ciborgues que fazem parte da minha vida - e de todxs aquelxs que enxerguem nesse espaço um lugar em que se sintam à vontade. As postagens serão dedicadas a falar de mim, de nós, do mundo que nos cerca. Serão dedicados a todxs xs que desejarem, paradxs nessa estação de trem que é a vida, um lugar para esconder-se da chuva, e receber em troca um sorriso e uma conversa que, de alguma forma, afete seu dia-a-dia.

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