segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

A sensibilidade intempestiva de Charlie Brown

Tenho estado ansioso para assistir a uma das estreias cinematográficas de 2016. Para muitas, mas para uma, que poucos amigos compartilham na mesma intensidade - a de Snoopy & Charlie Brown - Penauts, o Filme. Por mais bobo ou infantil que pareça, Charlie e seus amigos me deram, ao longo da vida, intensas aulas de sensibilidade.

A infância acompanhando Charlie e seus amigos me ensinou muito sobre diversas coisas. Sobre a dificuldade de Charlie em entregar um cartão de amor a uma menininha ruiva que nem sabia que ele existia. Sobre a autoconfiança de Sally em acreditar que Linus era seu "fofinho lindo", que lhe compraria uma caixa de doces em forma de coração. Sobre o gosto refinado de Schroeder, e sua paixão pelas músicas de Beethoven. Sobre os planos de Linus, de, no futuro, ser infinitamente feliz. Sobre as desvantagens de ser invisível a quem se acha nada diante de alguém incrível. Sobre a possibilidade de se encontrar a cura para a solidão, tristeza, falta de luz no fim do túnel ou falta de esperança.

Dentre outras coisas, Charlie Brown me ensinou uma esperança equilibrista que só as crianças da ficção - e ainda guiadas pelos traços e palavras de Charles M. Schulz - podem nos ensinar.


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